Não há explicações
prévias nesses dois episódios inicias, tudo começa com a dupla de heróis indo
rumo à casa nova embalados por uma fotografia em preto e branco,
Homenageando os clássicos de comédia dos anos 1950 e 1960, tais como I Love Lucy, A Feiticeira, Jeannie é um gênio... por aí vai) a série consegue deixar um gostinho de quero mais.
Mas é muito interessante acompanhar essa realidade paralela confortável que a Wanda deve ter criado para lidar com a perda do Visão baseada em séries antigas a que ela assistia em que os maiores desafios são coisas rotineiras, como preparar um jantar para 2 convidados. E mais ainda ver os sinais de que essa realidade perfeita criada por ela começa a apresentar suas rachaduras, especialmente no segundo episódio. Intrigado para ver quais são os papéis de alguns personagens nisso tudo e como eles chegaram/se encaixaram nessa realidade paralela.
As
atuações do elenco são outro acerto, Elizabeth Olsen e Paul Bettany dão um show de carisma, risos e
estranheza nesses dois primeiros episódios. A química deles em cena é muito boa
e nota-se que o entrosamento entre os dois é bem mais interessante aqui que em
produções anteriores. As performances deles possuem uma artificialidade
interessante, pois ao mesmo tempo em que o público compra a ideia de que os
dois são mesmo um casal pacato dos anos 50 e 60, nota-se a confusão nos olhos
da dupla quando algo sai fora do roteiro e é visível o desconforto deles,
especialmente de Wanda. Uma pergunta
que a série deixa é quem a misteriosa vizinha “enxerida” Agnes (interpretada pela
maravilhosa Katheryn Hahn) que tem destaque nos 2 episódios que foram
disponibilizados pela Marvel e pelo Disney Plus, fiquem de olho nessa personagem
pois ela demonstra ser bem mais do que aparenta
As tais quebras da "matrix" são
as pistas dos fãs para tentar compreender o que diabos está havendo ali, afinal
na última vez que vimos Wanda, ela
estava no funeral de Tony Stark em 'Vingadores: Ultimato'. Então, como ela é agora uma
dona de casa casada com o Visão que
morreu em 'Vingadores: Guerra Infinita'?
Tais
respostas virão nos próximos episódios da série, mas essa quebra da Matrix vista
nas duas ultimas cenas dos episódios podem ser um indício de que a heroína pode
estar em apuros. Ponto interessante aqui é a falta de ação aqui, sim a dupla
usa seus poderes com certa frequência, mas apenas para fazerem parecer que são
normais dentro da comunidade onde vivem. Grande parte das piadas residem na falta de traquejo social
deles e há muitas cenas divertidas que usam com sagacidade as peculiaridades do Visão para fazer humor com máquinas, tecnologia e
engrenagens.
Por fim, vale destacar o bom uso da trilha sonora, as canções
e temas usados ajudam na construção de uma atmosfera vintage. O uso do som é assertivo, muito do humor de sitcons vem da incapacidade dos personagens de
realizar certa tarefa e quando não conseguem, um som estrondoso ecoa de algum
cômodo para indicar para o público que há problemas. Um último adendo, pode
parecer para algumas pessoas que a duração dos episódios é curta demais, mas
acredito que isso seja proposital, pois sitcons de comédia não costuma ter mais que 30 minutos de
duração e como a série faz homenagem a elas, faz todo sentido esse tempo
reduzido.
WandaVision ainda tem um longo caminho para percorrer, mas seus 2 primeiros episódios provam que a Fase 4 do Marvel Studios começou muito bem.
Nota 10/10


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