💓💓💓💓 BOM
Após o encerramento da 12ª temporada muito se discutiu, se questionou, se brigou, muito se teorizou sobre quais rumos a série tomaria apartir daquele momento em diante com The Timeless Children terminou com um bom gancho (A Doutora encarcerada, tínhamos aqui um bom gancho com os excelentes arranjos que essa temporada nos deu para lidar, algo que foi superficialmente abordado por Chris Chibnall, nesse episódio, mas que não foi muito aprofundado e isso talvez tenha chateado algumas pessoas. Creio eu que essa será uma ideia que será abordada melhor na 13ª Temporada da série.
Nesse especial de Ano Novo temos novamente os Daleks como os vilões do episódio e o roteiro utiliza uma ação da Doutora para parar esses vilões, para dar um início a uma era de evolução tecnológica na terra, no que diz respeito a segurança. Essa aposta não chega a ser novidade para nós (Victory of the Daleks, quem lembra?), mas deixa uma sensação de “isso não vai acabar bem”, algo que sempre que falamos de Daleks está sempre certo, a não ser que você seja o o 7ª Doutor no excelente livro “O Efeito de Propagação de Malorie Blackman”, Faço parte do time de Whovians que cree que os saleiros de skaro (aka Daleks) só deveriam ser usado em momentos grandiosos e principalmente onde eles podem ser usados da maneira mais cruel, violenta e crua possível para os padrões de Doctor Who. Aqui temos a 2ª parte desse comentário, pois os Daleks matam uma porrada de gente, mas a história não chega a fazer jus aos nossos saleiros gigantes.
Explico: O uso dos vilões, mas a participação anunciada e mais que especial de John Barrowman como o capitão Jack, mais a despedida da “fam” (saída de Ryan e Graham, um anúncio prévio que matou todo o suspense) + a crise de identidade da Doutora + Metafora politica sobre os próprios Daleks, fez com que todas essas ideias não sejam bem desenvolvidas e isso atrapalha de certo modo o desenvolvimento dos nossos pimenteiros, mas o miolo do episódio está nessa linha que temos uma das melhores coisas de Revolution of The Daleks. Leitura fundamental sobre o uso dessas criaturas como força de “segurança nacional”, ou com o retorno daquele protótipo chatíssimo de Trump que conhecemos no episódio não tão bom “Arachnids in The UK” que podem fazer o episódio crescer bastante para algumas pessoas, o que não é o meu caso.
A ligação de Roberts
com os Daleks sou um tanto quanto infantil e quando temos a impressão que ele
traria algo descente para o episódio (contar o plano da Doutora para os vilões),
o roteiro dá uma volta de 360ª e a única coisa legal que sobra de realmente
solido e até certo ponto aproveitável (ao menos pra mim) é a despedida de Ryan
e Graham. O mais novo aqui está mais maduro e a atuação de Tosin Cole está deveras
melhor. O mesmo ocorre com Mandip Gill que entrega aqui a melhor versão da Yaz
de toda a era até o momento. Gosto muito das ações dela com relação a Doutora e
de sua participação no geral do enredo, reforçando a permanência dela na TARDIS.
O
Especial de Ano Novo em Doctor Who toca em um
assunto que preocupa muitíssimo a nossa sociedade atual (a questão da segurança
pública) e engrossa essa grande preocupação com uma solução estatal cheia de
problemas políticos/jurídicos e a partir de um protótipo absurdamente perigoso.
É um Especial ágil e bom, mesmo com diálogos e tratamentos infantis para alguns
personagens. Se, por um lado, a preocupação em relação à série nas mãos de
Chibnall ainda permanece, por outro, temos uma pontada de esperança de que a “nova
busca” da Doutora e de que menos gente na TARDIS possam gerar
tramas melhores. Em pleno dia de Ano Novo é melhor terminar com uma nota de
esperança, não?
Doctor Who: Revolution of the Daleks (Reino Unido, 1º de janeiro
de 2021)
Direção: Lee Haven Jones
Roteiro: Chris Chibnall
Elenco: Jodie Whittaker, Bradley
Walsh, Mandip Gill, Tosin Cole, John Barrowman, Nicholas Briggs, Sophie Duval,
Chris Noth, Gray O’Brien, Guillaume Rivaud, Scott Rose-Marsh, Nathan
Stewart-Jarrett, Harriet Walter
Duração: 71 min.


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