A exatos 57 anos em 23 de novembro de
1963, nascia nos estúdios da BBC de Londres uma série de baixo orçamento,
chamada de Doctor Who, produzida por Verity Lambert, com o então chefe da
divisão de dramas o canadense Sydney Newman o então chefe do departamento de
Script Donald Wilson com base em um estudo de programação feito por Donald
Baverstock. Baseado em uma outra análise, com ideias específicas para o
formato, foi encomendada e entregue em julho. Preparado por Frick com outro
membro do Departamento de Roteiros, John Braybon, esse relatório recomendou uma
produção que tivesse como base a viagem no tempo por esta ser uma
ideia "particularmente digna de desenvolvimento". A série basicamente segue as aventuras de um senhor
do tempo que é capaz de viajar pelo tempo e espaço em sua TARDIS
(Tempo e
Dimensões Relativas no Espaço em português) do tipo 40 e que pode se camuflar
devido ao circuito camaleão, mas devido a um mal funcionamento desse mesmo
circuito a TARDIS do Doutor permanece fixa como uma cabine policial britânica
dos anos 60... O Doutor nunca viaja sozinho sempre acompanhado por uma ou mais
pessoas em suas aventuras pelos tempos e pelos cosmos
Mas como nem tudo são flores e rosas em nossa série favorita a idade chegou para o nosso senhor do tempo, pois para Willian Hartnell havia chegado o momento de deixar a série devido a idade e por outros problemas de saúde como deterioração da memória (ele não conseguia mais decorar os roteiros da série) então para que a série não fosse cancelada os produtores então tiveram a ideia de trazer o conceito de regeneração onde pode-se trocar o ator sem que haja um grande estranhamento no público e assim foi feito...
A série despede-se de Willian Hartnell que deu vida
nos primeiros 3 anos de série (1963 – 1966) e entra o então novato e indicação
do próprio Hartnell. Patrick Troughton para ser a 2ª encarnação do Timelord e
assim é feito até os dias atuais dando a chance da série sempre se reinventar
com cada novo showrunner e ator que é escalado para ser o interprete do Doutor...
Nos dias atuais estamos na 13ª encarnação do personagem sendo interpretada por
Jodie Whittaker.
Um tópico que merece destaque nesse texto especial sobre Doctor Who é sobre seus vilões que caíram no imaginário popular especialmente os Daleks que de início não parecem nada assustadores, mas sim fofos até que soltam seu primeiro "EX-TER-MI-NA-TE" e aí não existe lugar seguro no universo e só uma pessoa é capaz de para-los... O Doutor, mas também temos um outro vilão que é capaz de bater de frente com o Timelord (e é da sua própria espécie – The Master, O Mestre) um Timelord também renegado de Gallifrey que cria uma espécie de rivalidade com o Doutor, mas também tem os Cybermans, Davros, Zygons, O Silêncio, os Weeping Angels entre vários outros.
Um outro tópico que pode-se mencionar além dos vilões é o universo expandido da série seja nos áudios da Big-finish, nos quadrinhos, em livros, nos filmes para o cinema, em séries derivadas baseadas no universo da série (tais como Torchwood, Sarah Jane Adventures, K9, Class), além de diversos produtos que são licenciados pela BBC.
Doctor Who não é só conhecida como uma série de “navinha”, mas sim é um marco do gênero da ficção científica, por ter sido criada nos anos 60 tendo quase nenhum orçamento e muitas limitações devido a tecnologia da época, por trazer o conhecimento sobre o espaço-tempo em uma série com indicação para toda a família e também por trazer debates importantes sobre ecologia e preservação ambiental, e também sobre o papel da mulher (que é onde ela quiser estar!)..
Por fim a série se tornou um marco cultural para muitas pessoas além de marcar gerações inteiras de pessoas de adultos, a crianças, avós, avôs, tios, primos, enfim a família toda e isso não é ruim pelo contrário, é incrível por que não são todas as séries que chegam a incrível marca de 57 anos de existência... E por fim que venham mais 57 anos de muitas histórias incríveis do nosso Timelord favorito e seus companions.





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